quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Recuperação econômica, Ibovespa aos 80 mil: as previsões para 2010 do Citi

Recuperação econômica, Ibovespa aos 80 mil: as previsões para 2010 do Citi

Por: Equipe InfoMoney
10/11/09 - 21h05
InfoMoney

SÃO PAULO - Desemprego em alta, prejuízos corporativos, recessão: lá fora, o fim da crise ainda parece estar em um horizonte distante - embora o clima seja consideravelmente melhor. Simultaneamente, as principais bolsas latino-americanas registram sua melhor performance há anos.

O Ibovespa contabiliza em 2009 uma valorização de mais de 76%. O Merval, principal índice da bolsa argentina, acumula ganhos de nada menos que 110%. Performances semelhantes dão o tom das bolsas no México, Chile e Peru.

Os pessimistas temem um forte movimento de realização por vir; os ainda mais pessimistas especulam sobre uma possível bolha no continente. Mas tais opiniões são descartadas pelo Citi, cuja equipe de análise aposta em um cenário justamente oposto: a manutenção de ganhos pelas bolsas da América Latina em 2010, ainda que em um ritmo mais moderado.

Eleições e Fed no foco dos investidores
À medida que 2009 se aproxima de seu fim, projeções já começam a ser delineadas para o ano que se põe à frente. E no caso da América Latina, uma principal variável em 2010 será as eleições presidenciais, que dominarão a agenda de países como Chile, Colômbia, Peru e Brasil.

Não faz muito tempo que eleições no continente despertavam grande temor entre os investidores. Na visão do Citi, no entanto, são quase águas passadas. "Certa volatilidade é esperada, mas um risco em longo prazo ao redor de tais eleições é baixo", afirma a equipe do banco.

Nos EUA, todos os olhos estarão voltados ao Federal Reserve. Quando a autoridade monetária voltará a implementar uma política de aperto monetário no país é hoje uma das questões mais importantes que pairam sobre analistas e investidores. O palpite do Citi é para meados de 2010.

E como não poderia deixar de ser, os mercados deverão reagir a tal elevação na Fed Funds Rate. Mas para os analistas do Citi, não por muito tempo. "As ações devem sofrer um leve ajuste frente à ação do Fed, mas o rali deve ser retomado no decorrer do ciclo de aperto monetário", prevê o banco.

Brasil se destaca entre projeções otimistas...
O tom otimista do relatório formulado pelo Citi estende-se às projeções macroeconômicas. As perspectivas dos analistas consistem em um crescimento de 3,1% em 2010 para o PIB (Produto Interno Bruto) mundial, puxado principalmente pelos países emergentes, que deverão registrar uma expansão de 5,6%.

A América Latina não fica de fora de tal panorama de recuperação. De acordo com os cálculos do Citi, o continente deverá crescer 4,2% em 2010, em uma performance influenciada principalmente pelas economias peruana e brasileira: ambas deverão reportar crescimento de mais de 5% no ano que vem.

Economia em ascensão significa, salvo raras exceções, bons resultados corporativos. De fato, a equipe do Citi espera que a média do lucro por papel no mercado de ações latino-americano cresça 27,5% em 2010. E mais uma vez, o Brasil é destaque: por aqui, tal expansão deverá ser de 32,5%.

...e segue no posto de top pick
Desse modo, o Citi mantém o Brasil como sua top pick entre os mercados do continente, ainda que os ganhos da bolsa brasileira devam ser mais modestos em 2010 do que vem sendo nesse ano. A estimativa do Citi é de que o Ibovespa, seu principal índice, conclua o ano que vem na casa dos 80.000 pontos.

Do subprime aos emergentes: qual o próximo alvo das bolhas de liquidez?

Do subprime aos emergentes: qual o próximo alvo das bolhas de liquidez?

Por: Equipe InfoMoney
11/11/09 - 11h40
InfoMoney

SÃO PAULO - Uma sequência de bolhas, causadas pelo excesso de liquidez: assim Patrick Artus, analista do banco francês Natixis, vê os fluxos de capital no mercado internacional nos últimos seis anos.

Liquidez não é negativa, mas seu excesso sim. Combinada a um cenário macroeconômico internacional de subutilização de capacidade, definido por altos níveis de investimento e baixas taxas de ocupação, o resultado é a formação de bolhas nos preços de ativos.

A primeira foi a do mercado imobiliário norte-americano, que ocasionou - e ainda ocasiona - uma crise de proporções históricas tanto nas praças financeiras quanto nas principais economias do mundo. Se a liquidez segue excessiva - tal é a tese de Artus -, é apenas questão de tempo para que uma nova bolha surja. Mas aonde?

Dos EUA aos emergentes
Entre 2003 e 2007, o excesso de liquidez no mundo foi absorvido pelo mercado imobiliário dos EUA. Bancos expandiram a concessão de empréstimos no setor, resultando em uma disparada nos preços dos imóveis. A bolha estourou em 2007 e levou consigo instituições de peso e economias, emergentes e desenvolvidas.

Frente às turbulências, os bancos centrais das economias desenvolvidas reduziram suas taxas básicas de juros a mínimas históricas, ocasionando um forte redirecionamento dos fluxos de capital aos países emergentes. O resultado foi uma expressiva alta nos preços dos ativos em tais mercados.

Os números do Ibovespa confirmam a tese de Artus. O principal índice da bolsa brasileira vem subindo mais de 76% neste ano de 2009, desempenho em muito superior ao registrado nas praças de Wall Street e da Europa.

Soma-se a esta fórmula mais um componente: a atuação dos bancos centrais de países emergentes, que para impedir uma maior depreciação do dólar frente às suas moedas, vem bancando uma acumulação maciça de reservas nacionais. "Tal circulação de capital posiciona a bolha em tais mercados", afirma Artus.

Dos emergentes para aonde?
Desta forma, Artus acredita que, atualmente, a bolha esteja localizada em commodities, ativos e títulos governamentais de países emergentes. Entretanto, o analista prevê um novo reposicionamento, dado "uma constatação de que os valuations em tais mercados estão muito altos".

Outro fator citado por Artus é a de que medidas sejam adotadas por países emergentes para que o ingresso de capitais seja controlado. O Brasil foi o primeiro a tomar tal decisão: em outubro deste ano, o capital estrangeiro aplicado em renda fixa e ações passou a ser taxado em 2% com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Assim, Artus traça dois possíveis cenários de redirecionamento dos fluxos de capital no mundo. O primeiro prevê uma bolha nos preços de commodities, uma vez que os investidores podem enxergar tal mercado como uma boa forma de se manterem atrelados às economias emergentes.

"Mas se, por sua vez, os preços de commodities também se mostrarem excessivamente altos, os investidores poderão realocar suas posições em direção a títulos mais baratos nos EUA e na Europa, onde uma nova bolha poderia, então, surgir", prevê o analista do banco Natixis.

Bolha no Brasil: possibilidade preocupa analistas e dita ações do governo

Bolha no Brasil: possibilidade preocupa analistas e dita ações do governo

Por: Giulia Santos Camillo
12/11/09 - 12h07
InfoMoney

SÃO PAULO - O mundo está vivendo a mãe de todas as bolhas de carry trade que, quando estourar, vai levar ao maior colapso coordenado de todos os tempos.

Permeada pelo pessimismo característico de Nouriel Roubini, professor da Universidade de Nova York e CEO (Chief Economist Officer) do RGE Monitor, a previsão levou os olhos do mercado novamente para a possibilidade de formação de uma bolha a partir do rali nos ativos de risco de mercados emergentes.

As projeções do professor partem do pressuposto de que os investidores estão tomando empréstimos em dólares para aplicação em outros mercados, visando o ganho referente ao diferencial entre as taxas de juros - operação conhecida como carry trade.

A bolha no Brasil
Como era de se esperar, o Brasil está entre os mercados que têm recebido as aplicações estrangeiras. Não à toa, o fluxo de recursos internacionais acumulado entre janeiro e outubro está positivo em aproximadamente R$ 19 bilhões. O volume médio diário de negócios atingiu R$ 7,346 bilhões no mês passado, bem acima do registrado em outubro de 2008, de R$ 5,32 bilhões. O Ibovespa subiu 63,4% nos 10 primeiros meses do ano; o dólar caiu 25% frente ao real.

Desde o começo do rali na bolsa paulista, é clara a noção de que a retomada foi conduzida pelos investidores estrangeiros. Caso a projeção de Roubini se concretize e a alta seja realmente uma bolha, o mercado - brasileiro e mundial - enfrentará uma quebra forte dentro de seis meses ou um ano.

De acordo com Eduardo Miziara, analista de renda variável do BNP Paribas, os números acumulados no ano representam motivos de preocupação. "Mesmo que o governo e economistas, quando alertados sobre esse tema, afirmem (com boa dose de razão) que o Brasil é vítima do próprio sucesso, não podemos ignorar que hoje o País é um dos principais (se não for o maior) alvos dos recursos de carry trade", afirma.

Miziara completa informando que "esse capital não é dos mais saudáveis". Segundo ele, a China controla o câmbio, a Índia tem restrições à entrada de capitais, e o Brasil é o mais liberal entre os membros do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). "Isso atrai os fluxos de capitais, mas deixa vulnerabilidades".

O G-20, o IOF e a bolha
A percepção de que há algo errado com o fluxo de capitais internacionais também permeou a reunião do G-20 no último fim de semana, embora nada concreto tenha sido decidido para conter o desequilíbrio do fluxo dos países desenvolvidos em direção aos emergentes. "Isso não quer dizer que nada será feito nesse sentido, mas apenas que as ações serão provavelmente independentes", afirma Mauro Rached, chefe de análise macroeconômica do BNP Paribas.

"Depois que o Brasil impôs o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre investimento estrangeiro em portfólios financeiros, cresceram as discussões sobre as formas de conter tais fluxos. Países como Coreia, Tailândia, Turquia, Colômbia e até a deficitária África do Sul têm atuado de alguma forma para tentar atenuar os efeitos do ingresso de capitais sobre as suas moedas e as suas políticas monetárias", completa.

Segundo Rached, é necessário monitorar os desdobramentos desse assunto, já que rumores sobre uma ação coordenada em relação aos fluxos de capital poderia ter impacto negativo sobre os ativos de mercados emergentes - tanto ações quanto moeda. Por enquanto, ao menos em relação ao Brasil, é certo que as medidas devem ser levadas a sério, já que a preocupação acerca de uma bolha é comum tanto a investidores e analistas quanto a autoridades monetárias.

Na última terça-feira (10), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a taxação de IOF visa reduzir riscos futuros de bolhas e desvalorização ainda maior do dólar. "O que não queremos é que haja exagero de aplicações. Garantimos que não haverá bolhas na bolsa e nem excesso de valorização da moeda brasileira", assegurou.

Fundamentos, não bolhas
Há, por outro lado, aqueles que ainda apostam que o rali é inflado pelos fundamentos e não representa uma bolha. Entre eles, está o estrategista Jeffrey Palma, do banco UBS. "Nós não estamos no campo da 'bolha de ativos'. Na nossa visão, o rali nos ativos de risco tem sido justificado, baseado em uma precificação de recuperação do colapso do sistema financeiro, confiança na recuperação econômica e normalização dos valuations das ações de níveis pressionados".

Junto com Palma alinha-se o investidor Jim Rogers, conhecido por ter previsto o início do rali das commodities, em 1999. Segundo ele, Nouriel Roubini está errado em relação à ameaça de bolha nos mercados emergentes. Ao ser questionado sobre a questão, em entrevista à rede de televisão Bloomberg, Rogers respondeu com outra pergunta: "que bolha?", completando que "está claro que o Sr. Roubini não fez sua tarefa, de novo".

Especificamente em relação ao Brasil, no final de outubro, a MCM já havia manifestado a opinião de que não há bolhas no mercado de ações. Na última terça-feira, foi a vez do Citigroup dizer o mesmo, escolhendo o País como sua top pick entre os mercados latino-americanos. A estimativa do banco é de que o Ibovespa chegue a 80 mil pontos ao final de 2010.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

reversão

Tempo de colocar os óculos e olhar com cautela as opções em bolsa

Por: Gustavo Kahil
26/08/09 - 14h09
InfoMoney

SÃO PAULO - Como acertar em cheio a ação que vai subir? Esta é a pergunta que tira o sono - e tira mesmo - de analistas e investidores todos os dias. Porém a sorte também é uma variável que, às vezes, pode levar um investidor a nomear-se o novo Warren Buffett, um exímio stock-picker.

O dia 27 de outubro de 2008 marcou a menor pontuação do Ibovespa desde o início da crise financeira internacional. A escolha de qualquer papel neste dia (salvo algumas exceções como Telesp, Telemar e Brasil Telecom) representou uma decisão que certamente trouxe grande valorização.

Cerca de dez meses depois, o índice quase alcançou o patamar dos 58 mil pontos, o que representa uma valorização próxima de 100%, e muito antes de qualquer definição de longo prazo. Mas este olhar para o investimento em bolsa é míope. Grande parte do crescimento do índice ao longo do período deve-se ao retorno dos recursos à renda variável.

Em 2009, o saldo dos investidores da movimentação dos investidores estrangeiros está positivo em R$ 14,067 bilhões, muito diferente dos saldos negativos de R$ 24,629 bilhões vistos em 2008 e de R$ 4,235 bilhões em 2009. Muitos fatores explicam o fôlego da bolsa neste período.

A agulha no Ibovespa
Praticamente todas ações subiram. Mas, mesmo assim, há sempre espaço para um prêmio ao investidor que pesquisou bem. "Como o mercado está mais dinâmico, o acompanhamento exige cada vez mais técnica para que o investidor não caia no comum", avalia André Paes, gestor de renda variável da Infinity Asset. "A carona já foi dada, agora é mais para especialistas", explica.

Paes, na verdade, não recomenda a aplicação direta em bolsa. Para ele, a ideia mais sensata é a de confiar para os gestores a decisão de escolha dos papéis. "Nunca aconselho o investidor pessoa física a comprar de forma direta. Ele não tem ferramentas para fazer uma análise fundamentalista correta e chegar ao stock picking", diz. Indagado sobre a sua estratégia, Paes afirma que já tem revisto posições.

Desempenho entre 27/10/08 e 24/08/09
Fonte: InfoMoney
"Estivemos bem comprados no setor de varejo e agora diminuímos porque valorizou muito. Ficamos um pouco mais conservadores. Diminuímos bem bancos também. Voltamos um pouco mais para a posição nas empresas que estão com valuation atraentes", diz Paes. Leonardo Boguszewski, analista de renda variável da Paraná Banco Fundos, também lembra que realmente não há como acertar no alvo sem esforço.

Mais trabalho
"O investidor hoje tem que tomar cuidado para buscar também este movimento na alta. Precisa simplesmente fazer a lição de casa, ler e se informar sobre a empresa na qual tem interesse porque certamente ainda há coisa boa na bolsa. Mas só com muita leitura", diz. Adepto do Buy & Hold, Boguszewski diz que as revisões que fez em carteira foram apenas para adicionar papéis.

"O pessoal aqui está trabalhando em dobro para achar empresas baratas. Mas não há muitas empresas que estão muito acima do valor justo, talvez as expectativas estejam um pouco antecipadas. Mas é natural. Sempre estaremos alocados em bolsa. O upside vai diminuir. Não temos mais como falar de alta de 100% a 200%", diz. Recente relatório publicado pelo Citigroup também aponta as vantagens do stock-picking.

De acordo com o estudo, na análise iniciada dos anos 90, até 2008, a estratégia do stock-picking ganha na maioria dos anos. Entretanto, tal realidade só funciona quando a volatilidade é pequena, o que não aconteceu durante os anos de 1999-2000 e 2008. "Um bom stock-picking gera o melhor retorno absoluto no médio prazo quando a volatilidade das ações e as correlações caem", explica.

Desta forma, para ficar acima da média do mercado, agora, só com uma análise profunda.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

.Net Micro framework

Leviton Manufacturing

Home Controls Manufacturer Uses .NET Micro Framework to Create Product Quickly

Situation

Leviton Manufacturing dates back to the dawn of the electrical era in 1906. Originally engaged in the fabrication of mantle tips for gas lighting, the company quickly saw the potential in the newly harnessed source of energy and converted to production of an electrical pull-chain lampholder. Today, Leviton offers more than 20,000 products and is a leader in the electrical industry, serving the industrial, commercial, OEM, and residential markets.

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* We've shown that you can reduce the time it takes to get your product to market with .NET Micro Framework. That really changes the game for embedded device designers and manufacturers. *

John Leier
Product Manager for Embedded Solutions
Digi International

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Consistent with its mission to apply the latest technologies to the development of new products that satisfy the needs of emerging markets, Leviton engineers and designers have been at the forefront of delivering trusted residential home automation products to installers, builders, and homeowners. The company's vision to provide consumers with powerful levels of control and customization for home lighting and appliance automation has led it to pioneer new technologies and expand the potential of "smart" controls for the home.

Leviton saw in the advent of the Z-Wave technology standard a means of offering its customers advanced, next-generation home automation that provides greater flexibility and convenience while moving beyond the limitations inherent in older, wire-based household power-line systems.

A New Protocol Changes the Game

Z-Wave, which was codified through an industry alliance in 2005, is a wireless radio frequency (RF)-based communications standard that makes remote control effective and practical for homes of any size. The protocol, which is embedded in a microprocessor chip and built into a module or device along with memory – flash memory, RAM, or both – transforms a stand-alone appliance into an intelligent networked device that can be controlled and monitored wirelessly. Z-Wave delivers high-quality networking at a fraction of the cost of other similar technologies by focusing on narrow bandwidth applications and negating the need for costly hardware by employing innovative software solutions.

The Z-Wave standard offers a combination of technical and practical advantages that render it superior to conventional home control systems. The benefits include a wide signal range, making remote-control functionality possible for even the largest homes; simple integration that makes it easy to expand the network; low power consumption for deployment in battery-operated devices; two-way communication for remote confirmation of device or systems status; and low cost, making full home automation more affordable than ever before. Moreover, because Z-Wave operates on a narrow band of radio frequencies that aren't affected by other wireless devices such as the very popular 2.4 and 5.8 Gigahertz cordless phones and increasingly prevalent home Wi-Fi networks (a, b, g and n standards), there is no interference like that typically encountered with power-line solutions such as UPB.

Historically, home control systems cost tens of thousands of dollars. Leviton saw an opportunity for innovation in the home automation industry through the cost efficiencies created by Z-Wave devices. Because it's wireless, Z-Wave technology can be installed in a new home that's under construction just as easily as it can be retrofitted to an existing home. However, even with all the lights and appliances in a home enabled on the new standard at substantially lower costs, there is still the need for a central controller, connecting the home to the Internet for remote access. Such controllers have been, until now, among the most expensive components of a home automation system.

Solution

Looking for a solution path to reach the goal of innovation in home automation on the Z-Wave standard, Leviton found that the Microsoft .NET Micro Framework provided the development environment best suited for its product development and integration needs. Lightweight embedded control technologies are central to the .NET Micro Framework because it combines the reliability and efficiency of .NET with the productivity of Microsoft Visual Studio®. The .NET Micro Framework extends the power and richness of .NET development into the realm of the smallest of devices, where there are typically constraints on cost, memory, processor capabilities, or battery power.

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* .NET Micro Framework just seemed like a better fit for a serious embedded device and provides a lower, mass-market, end-user price.  *

Chris Walker
President and Chief Technical Officer
ControlThink

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"Among the factors that made the .NET Micro Framework attractive to us was Microsoft's position in the marketplace," says Ian Hendler, Director of Automation Products for Residential Technologies for Leviton. "Having a common set of libraries that developers can write to in the .NET Micro Framework was also very, very attractive."

Leviton judged the .NET Micro Framework as being able to offer several advantages over other platforms. These advantages include reduced hardware and licensing costs, direct hardware access at the managed code layer, and the simplicity and high up-time of the platform. "It just seemed like a better fit for a serious embedded device and enabled a lower, mass-market, end-user price," says Chris Walker, President and Chief Technical Officer of ControlThink, Leviton's software partner.  ControlThink was tasked with writing the required applications and providing additional, enhanced functionality based on its own IP.

According to Walker, Leviton would have incurred higher development costs if it used proprietary tool chains rather than the .NET Micro Framework. He also stated that "other development tools are not nearly as refined or efficient as the Microsoft tools." In addition, he saw the framework's ability to run on inexpensive processors as a significant additional benefit.

A New Product Is Developed – Fast

Leviton worked with Microsoft, which provided the .NET Micro Framework, as well as with its hardware and software partners to develop the Vizia RF Foyer, the industry's first Z-Wave-compliant Ethernet gateway. The Vizia RF Foyer connects to an Internet-linked PC or laptop through the computer's Ethernet port and transmits signals to a Z-Wave home control network. Peer-to-peer mesh networks based on the .NET Micro Framework, the Vizia RF Foyer, and the Z-Wave protocol overcome the performance issues and high cost of earlier generations of wireless home control systems.

Each Vizia RF Foyer module is equipped with a two-way radio chip that it uses to communicate with modules, called nodes, in the network. Z-Wave command signals travel from node to node along the network to their final destination. If any form of interference blocks the signal along the way (for example, a wall or a large appliance such as a refrigerator), the signal is automatically rerouted through other nodes until it reaches its destination. The "self-healing" feature of the Z-Wave mesh network lends it unparalleled reliability.

An embedded application, such as the one in the Vizia RF Foyer, customarily takes approximately one year to develop. However, with the .NET Micro Framework, Leviton's software partner ControlThink was able to produce a working proof of concept in three days and, porting its existing .Net code base, completed the final application within three months.

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* There's real benefit to Leviton from all that .NET Micro Framework does today. But I'm confident that the Z-Wave technology and the Vizia RF Foyer product line will continue to expand.  *

Ian Hendler
Director of Automation Products for Residential Technologies
Leviton Manufacturing

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"Since .NET Micro Framework is basically standard C# code for embedded devices, it was easy to use Visual Studio Rapid Application Development tools to craft a 'working prototype' very quickly," says Walker. "We have some great .NET skills in-house, so for us the tools and the platform are a perfect match."

Easy Integration of Hardware and Software

Leviton's hardware partner, Digi International, produced the processor for the Vizia RF Foyer. It also found the .NET Micro Framework hospitable to its work on the project. The Digi Ethernet module, with plug-and-play functionality and comprehensive development tools for custom applications, further simplified the design and manufacture of the Vizia RF Foyer. "What we brought to the project and the .NET Micro Framework really came together with the ControlThink application," says John Leier, Product Manager for Embedded Solutions for Digi. "Everything worked well and easily scaled up to the application for Leviton's new product. This project shows how you can really reduce the amount of time it takes to get your product to market with the .NET Micro Framework."

"Because the .NET Micro Framework is designed to be implemented with hardware solutions, it's an ideal system for us to use in the Vizia RF Foyer," says Grant Sullivan, Product Marketing Manager, Automation Products for Residential Technologies for Leviton. "This has been a little different kind of process for us. Given that Leviton is a manufacturing company, we tend to like to build our own products. But Z-Wave is still a new technology and we felt there was an opportunity to work with Microsoft and our partners to create a better home automation system. Both the process of collaborating to develop this product and the response we're getting to it have been very positive."

Benefits

The Vizia RF Foyer, which will reach the market in the third quarter of 2007, allows connectivity to a home automation system locally and remotely. It makes possible use of a PDA, smart phone or either home-based or office PC to command and control dimmers, switches and other Z-Wave-enabled appliances.
 
"This product speeds up the home automation system in comparison to power-line wire-based systems," says Walker. "You plug the Vizia RF Foyer into the wall and connect it into your router. Now your smart home is on the Internet and can be controlled both remotely via our secure ThinkConnect service and also from computers in the house that are on the network. This small, inexpensive device is reliable, has intelligence and makes everything run better – it's basically a low-cost, smart server for the home."

Homeowners can conserve energy during the day by turning on house lights and air conditioning using their cell phone as they approach their home in the evening; dim the lights as they watch a movie in their home theater; run a macro so that an hour after the kitchen lights are turned off, the exhaust fan over the stove automatically switches off; or signal their home to go into a preprogrammed "vacation mode," with lights going on and off in different parts of the house at various times, to make it look like its being lived in for increased security.

"The big advantage here is that I can control my home when I'm not there," says Walker. "I can be home when I'm not."

Roadmap for Future Innovation

The primary focus for the launch of the Vizia RF Foyer is lighting and appliance command and control, but it will eventually integrate with window shades, thermostats, door locks, security systems and touch screens that communicate on the Z-Wave standard.

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* This small, inexpensive device is reliable, has intelligence and makes everything run better – it's basically a low-cost, smart server for the home.  *

Chris Walker
President and Chief Technical Officer
ControlThink

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Leviton is currently developing software around the Vizia RF Foyer to help builders, electricians, professional system integrators and home entertainment system installers deploy the Z-Wave technology faster and more efficiently. The Vizia RF Foyer is fully supported by ControlThink's Z-Wave PC SDK (for desktop and mobile .Net applications) and is a platform for unlimited customization. It's anticipated that this will lead to third-party development of products to work as plug-ins with the Vizia RF Foyer.

Another key improvement expected in future product releases is increased speed across the network.

"There's real benefit to Leviton from all that .NET Micro Framework does today. But I'm confident that the Z-Wave technology and the Vizia RF Foyer product line will continue to expand.
Ian Hendler, Director of Automation Products for Residential Technologies, Leviton Manufacturing
Faster, Better, and More Economical
Speed is a central theme of the Vizia RF Foyer story. "We've shown that you can reduce the time it takes to get your product to market with the .NET Micro Framework," says Leier. "That really changes the game for embedded device designers and developers. Now they can very quickly and very easily add wired and wireless networking to their products."

"We want to go to the mass market," says Hendler, "so the .NET Micro Framework was the most cost-effective platform for us to adopt. It also delivers the ability to innovate on and is easy to find developers to program on – and our customers are already comfortable working in the .NET world. The price point is excellent and the value proposition in terms of features and flexibility is great. And based on our testing, it's very reliable."

"There's real benefit to Leviton, our customers, and to consumers from all that .NET Micro Framework does today. But I'm very confident that the Z-Wave technology and the Vizia RF Foyer product line will continue to develop and expand in terms of its capabilities and functionality by using the .NET Micro Framework."

"I see this as a platform for growth for Leviton, beyond just this one product. There are other applications we can use it in; this is a residential technology, but there are applications it can perhaps be used for in light commercial or small business. So we see .NET Micro Framework as a very good platform to invest in, because you get a good ROI immediately and you have good potential for future ROI."

The .NET Micro Framework grew out of the Smart Personal Objects Technology (SPOT) initiative at Microsoft. This framework is a natural extension of Microsoft offerings for creating embedded systems and provides an easy-to-use solution for this type of development.

Though it is used on very small devices, the.NET Micro Framework provides a managed code environment that brings a high degree of efficiency and reliability to the realm of embedded software

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* Because the .NET Micro Framework is designed to be implemented with hardware solutions, it's an ideal system for us to use in the Vizia RF Foyer.  *

Grant Sullivan
Product Marketing Manager, Automation Products for Residential Technologies
Leviton Manufacturing

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development. You can find more information about this framework at
www.msdn.microsoft.com/embedded/netmf

For More Information

For more information about Microsoft products and services, call the Microsoft Sales Information Center at (800) 426-9400. In Canada, call the Microsoft Canada Information Centre at (877) 568-2495. Customers who are deaf or hard-of-hearing can reach Microsoft text telephone (TTY/TDD) services at (800) 892-5234 in the United States or (905) 568-9641 in Canada. Outside the 50 United States and Canada, please contact your local Microsoft subsidiary. To access information using the World Wide Web, go to:
http://www.microsoft.com/

For more information about Leviton Manufacturing products and services, call (718) 229-4040 or visit the Web site at:
http://www.leviton.com/

For more information about ControlThink products and services, call (888) 90THINK  or visit the Web site at:
http://www.controlthink.com/

For more information about Digi International products and services, call (877) 912-3444 or visit the Web site at:
http://www.digi.com/

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This case study is for informational purposes only. MICROSOFT MAKES NO WARRANTIES, EXPRESS OR IMPLIED, IN THIS SUMMARY.
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Document published March 2007

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Small Caps de valor

Quais características uma small cap precisa ter para valer a sua aposta?

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
23/07/09 - 11h08
InfoMoney

SÃO PAULO - Sem dúvida, a maneira mais rápida de se ganhar no mercado de ações é através de uma aposta certeira em algum "mico" do mercado. Isto porque é lei básica que quanto maior a possibilidade de retorno, maior o risco embutido naquela aplicação. Mas há alguns fatores que uma small cap precisa ter para valer a aposta, pois, como dito, aplicar no tal mico implica correr riscos, muitas vezes, grandes demais.

Não é todo o dia que aparece um novo Google no mercado. Por outro lado, a avaliação de alguns critérios, além de limitar o risco, pode indicar a small cap com melhores chances de bom desempenho. As cifras são atrativas. Depois de estrear em agosto na Nasdaq por volta de US$ 108, a ação da agora gigante da internet atualmente é cotada a US$ 430.

No Brasil, os casos são inúmeros. Um bom exemplo é a trajetória de ações como Plascar, Forjas Taurus ou Haga nos últimos anos, que chegaram a relacionar ganhos estratosféricos. Por outro lado, casos como o da Agrenco, cujos papéis despencaram de R$ 10,4 para R$ 0,11 em menos de um ano, alertam para os riscos.

Como definir um mico
Para definir se determinada small cap se trata ou não de um "mico", primeiro é preciso entender o conceito do jargão. Para os analistas, mico é aquela ação que ignora tendências, costuma ir contra o movimento predominante no mercado, descolando-se de seus fundamentos (ou da falta deles).

Com base neste conceito, uma boa pedida é avaliar o beta do ativo. O indicador nada mais é que uma maneira de determinar como uma ação reage a uma oscilação do mercado como um todo. Um beta de 1 indica que o ativo sendo analisado tende a reagir de acordo com o mercado. Por exemplo, caso o Ibovespa suba 2%, um ativo com beta 1 tende a acumular ganho de 2%. Já um beta superior a 1 indica que o ativo deve reagir com maior intensidade, enquanto beta entre 0 e 1 aponta para um ativo com volatilidade inferior ao mercado.

A sessão de análise fundamentalista da InfoMoney conta com cálculos dos betas de diversas ações. Outra alternativa é o endereço eletrônico da própria BM&F Bovespa, que traz sua medida de volatilidade para os ativos listados na bolsa brasileira.

Duas questões
Duas questões sugerem atenção com as pequenas no momento. A primeira aponta diretamente para a crise. Quando os mercados começaram a despencar no ano passado, boa dose da avalanche partiu do estrangeiro, que retirou suas aplicações nos mercados emergentes para cobrir perdas lá fora. Os ativos mais líquidos, mais fáceis de serem liquidados, sofreram bastante.

Por outro lado, a melhora da bolsa este ano demonstra que boa parte do fôlego estrangeiro foi para as blue chips, para a retomada das posições liquidadas no ano passado. Cresce o número de analistas que apostam nas ações atrasadas daqui para frente. Boa parte deles destaca alguma small cap.

A maior propensão do mercado a movimentos de fusão e aquisição também atrai. O tiro certeiro pode estar em uma companhia atraente para seus pares setoriais e cujos ativos estejam acessíveis para o momento.

Liquidez
Como o risco é maior, a atenção precisa ser dobrada na escolha. Primeiro de tudo, é preciso considerar a liquidez. Alguns ativos passam dias sem qualquer negócio. Mesmo valorizados, podem frear uma oportunidade de venda porque não há no mercado quem queira comprar. Esta questão amplia o debate para outro campo: os famosos fóruns.

Um conselho trivial, mas que não pode passar em branco. Exatamente pelo fato de não haver grande volume de negócios com determinada small cap, qualquer ferramenta que a coloque no holofote pode render um giro a mais. Muitas vezes, a "bola da vez" sugerida nos fóruns nada mais é que a tentativa de algum acionista promover a venda de determinada ação. Portanto, é necessário ler as tais recomendações sempre com muito cuidado. O post em questão pode vir de um analista pouco competente ou mesmo mal intencionado.

Sinal de brusca oscilação
O volume de negócios também é indicativo de que algo pode estar por vir. Geralmente, os analistas destacam que quando o giro daquele ativo começa a apresentar alteração abrupta, é sinal de que oscilações abruptas estão por vir. O que não define se será para cima ou para baixo.

Neste caso, a melhor opção é se concentrar nos fundamentos. Em alguns casos, é difícil encontrar informações precisas a respeito dos balanços destas empresas, mas como se tratam de companhias abertas, seus números devem estar disponíveis no site da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). No entanto, há os casos de companhias inadimplentes de resultados; que exigem ainda mais cuidado com a ação.

Além disso, há de se cuidar para distinguir mero ruído especulativo com sinal efetivo de um Fato Relevante iminente. Nem todo aumento de volume tem por trás uma notícia importante a ser anunciada.

Indicadores importantes
Entre algumas variáveis importantes para se conhecer a empresa, primeiro é preciso atenção com resultados "ajustados", que podem embutir fatores exógenos e mascarar a realidade dos números.

Dentre alguns indicadores recomendados, destaque para o retorno sobre o patrimônio líquido, que nada mais é que o lucro líquido da companhia dividido por seu patrimônio líquido, ou seja, o dinheiro que sócios e acionistas colocaram na empresa. O resultado indica quanto de retorno a companhia costuma oferecer por cada real aplicado nela.

Outra boa fonte de atenção é dívida líquida sobre Ebitda - geração operacional de caixa -, que pode indicar o grau de liquidez da companhia. Basicamente, aponta quanto tempo é necessário para a empresa honrar suas dívidas. Quando a conta chega em uma relação de duas vezes e meia do Ebitda, as agências de classificação de risco costumam acender o alerta com a companhia.

Aos aventureiros
Bons fundamentos, além de limitar o risco, podem determinar a busca de uma rival de maior porte pela aquisição daquela small cap. Para esta avaliação, uma boa medida pode ser a margem Ebitda - geração de caixa sobre a receita líquida -, ou seja, quanto de suas receitas que a empresa consegue transformar em caixa, um indicativo de eficiência.

Para quem não se sentir confortável em arriscar de forma direta, sempre há a opção dos fundos em small caps, para investir nas pequenas pelas mãos de um gestor mais gabaritado no assunto. Aos que preferirem se aventurar sozinhos, muito cuidado; ganhos sedutores muitas vezes escondem risco de perdas irreparáveis.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Buy and Hold

Desacreditada, estratégia de buy and hold ainda é válida, só precisa ser revista

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
16/06/09 - 11h02
InfoMoney

SÃO PAULO - Muitas histórias de sucesso na bolsa vêm de apostas de investimento de longo prazo, que remetem à famosa estratégia de buy and hold. Grosso modo, acreditando na hipótese de que os mercados são eficientes, fica difícil para o investidor comum bater o retorno médio do mercado, por isso a melhor opção pode ser comprar determinado ativo e segurá-lo por algum tempo.

A ideia do buy and hold partiu dos estudos de Eugene Fama e Kenneth French na Universidade de Chicago. A proposição de racionalidade dos mercados sugere que todas as informações estão incorporadas nos preços, fator que torna os movimentos de curto prazo meramente aleatórios. Por isso a sugestão de apostar no longo prazo.

Na berlinda
Casos de investidores como Warren Buffett tornaram evidente a validade desta estratégia, relacionando até histórias de uma vida de investimento em determinada ação ou setor. Por outro lado, o buy and hold passou a ser questionado recentemente.

Com os solavancos que a crise embutiu nos gráficos do mercado, muitas blue chips norte-americanas voltaram para patamares de muitos anos antes. Um exemplo extremo é a ação da General Motors, que operava no menor patamar desde 1934 pouco antes do decreto de recuperação judicial da empresa. Experiências como esta, que invalidaram muitas estratégias de longo prazo, colocaram o buy and hold na berlinda.

A estratégia morreu?
De fato, a mudança abrupta na direção dos mercados comprometeu a visão da tradicional estratégia. Lá fora, alguns estrategistas passaram a bater de frente nas proposições do modelo Fama-French. Outros a defendem.

O debate foi aberto pela Motley Fool. "Buy and Hold é um grande slogan de marketing para os fundos que querem tomar seu dinheiro. Nada mais e nada menos.", acusou milionário norte-americano Mark Cuban. Para ele, os insucessos da crise provaram que a estratégia morreu.

Um novo buy and hold
Do outro lado, há quem assuma que os casos das blue chips pesam contra, mas ponderam mais a opinião. Os estrategistas da Pimco, que desenvolveram a ideia de que o mercado vive um "novo normal", acreditam que como o mercado mudou, o buy and hold precisa mudar.

Nos últimos meses, Bill Gross e Mohamed El-Erian vêm afirmando que a recuperação da economia global dará origem a um "novo normal", no qual o sistema financeiro será desalavancado, desglobalizado e re-regulado. Uma das consequências disso para os investidores é que o acúmulo de riqueza através da alavancagem, como foi feito nas últimas décadas, será muito mais difícil.

Para os estrategistas da Pimco, adaptar o buy and hold ao "novo normal" condiz com uma visão de longo prazo, cíclica e uma administração dos riscos explícita. Em relação ao longo prazo, a recomendação é olhar para frente e não para trás nas decisões, o que inclui a exposição geográfica do ativo em questão. Administração dos riscos, para El-Erian, remete a diversificação.

"Os saltos [do mercado] constituem um desafio adicional aos investidores, que testam a capacidade do investidor de segurar de fato o ativo - porque quando você experimenta uma grande jornada de saltos, há a tentação para parar de segurar o ativo na hora errada", afirmou.

4 T's
Outra opinião que ainda considera a validade da estratégia é de Tom Gardner, um dos três fundadores da Motley Fool. Gardner sugere quatro pontos básicos para o investidor que quer seguir o buy and hold nos dias atuais:

- Questões -
Temperamento - "Você aguenta assistir uma perda de 50% no valor de sua carteira por um período de dois ou três anos?"

Tempo - "Você consegue administrar dez anos de retorno zero em seus investimentos?"

Treinamento - "Você é capaz de investir em companhias públicas, diversificar seu portfólio internacionalmente, conhecendo bem os ativos que possui?"

Tendência - "Você tem a possibilidade de investir mais dinheiro em sua carteira, particularmente quando os preços estão em queda?"

Para ele, caso você não passe por esses tópicos, melhor ficar longe da estratégia de buy and hold.